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Argentina: Visibilizando e implementando ações

Foto: TedX Río de la Plata

Na Argentina tiveram lugar uma série de eventos de grande relevância que são resultado do trabalho que as organizações ACIFAD e CWS vêm realizando neste país. O primeiro deles foi a apresentação do documentário Desinvisibilizar, (que agora tem legenda em português) que apresentou uma visão sobre a situação das crianças e adolescentes com referentes adultos presos, a partir da voz deles mesmos.

O documentário indaga a realidade dos aproximadamente 140 mil crianças e adolescentes com referentes adultos presos na Argentina. A prisão atravessa suas vidas, expectativas, medos e desejos, e ainda não existem políticas públicas voltadas para o seu apoio e acompanhamento.

Outro dos acontecimentos destacados foi a apresentação da Andrea Casamento, presidenta da ACIFAD, no evento TEDx Rio de la Plata que aconteceu em Buenos Aires em outubro e contou com a presença de cerca de 20 mil pessoas. Definitivamente, foi uma excelente oportunidade para Andrea poder conscientizar as pessoas e explicar como a prisão afeta a vida das famílias como um todo. Sua
conversa já tem quase 6 mil visitas no YouTube.

Além disso, ACIFAD e CWS também realizaram diferentes ações específicas relacionadas ao assunto.

A nível comunitário, foi concluído com um projeto piloto em um centro educacional da Cidade Oculta (Villa 15 – Buenos Aires), apoiado pela Fundação Navarro Viola e pela plataforma, onde professores foram treinados e diferentes ações de conscientização foram realizadas com atores dos bairros. Como resultado, muitas famílias começaram a se aproximar do centro educacional para pedir conselhos e apoio em relação ao tema e os professores começaram a ajudá-los.

Em nível intra muros, após a exibição do documentário Desinvisibilizar, no Centro Universitário do Complexo Penitenciário da Cidade de Buenos Aires (Devoto) e a pedido de um grupo de pais presos, começaram a realizar uma série de atividades e workshops sobre “paternidade” que findaram no projeto “Brincando com o Papai”, em que as crianças puderam compartilhar um dia especial de jogos e atividades com seus pais e famílias.

Foto: Julia Luraghi
Em relação ao empoderamento dos jovens, pelo terceiro ano consecutivo, a Reunião Anual de familiares vítimas de violência institucional organizada pela Comissão Provincial de Memória (CPM) contou com a participação de um grupo de crianças e adolescentes, coordenado pelos membros da CWS e ACIFAD. A reunião reuniu cerca de 500 familiares de 18 províncias da Argentina que trocaram suas experiências e propostas contra a violência exercida pelas agências de segurança, o serviço carcerário e a justiça.
Paralelamente, o grupo de crianças e jovens participou em diferentes atividades recreativas, esportivas e culturais, mas também houve um tempo para a reflexão e o compartilhamento dos desafios que enfrentam ao ter um membro da família preso. Uma das coisas que ficou clara, e com a qual todos concordaram, é que não há espaços seguros e confiáveis onde eles possam falar sobre isso e este grupo de “Chapa” é o lugar onde eles podem falar, porque “todos estão tranquilos e na mesma situação”.

A ideia dos colegas na Argentina é poder, durante o ano de 2018, dar continuidade a todas essas iniciativas para continuar aprendendo e conscientizando sobre o tema.

Uruguai apresentou o Protocolo de Atenção ao NNAPES

Desde 2014, várias instituições governamentais e organizações civis trabalham na elaboração de um protocolo de atenção a crianças e adolescentes com responsáveis presos. A organização Gurises Unidos, representante da plataforma nesse país, participa nesta mesa interinstitucional através do Comitê de Direitos da Criança do Uruguai. Também participaram deste processo o Ministério do Interior, o Instituto de Crianças e Adolescentes do Uruguai, o Instituto Nacional de Inclusão Social Adolescente, o Ministério de Desenvolvimento Social, o Poder Judiciário, entre outros.

O protocolo prevê passos específicos para seguir em todos os cenários do processo penal em que haja crianças e adolescentes presentes, desde a detenção até obtenção da liberdade.

As etapas previstas são: detenção (em flagrante e/ou planejado), acusação com prisão e/ou prisão domiciliar; alojamento em unidades penitenciárias de mulheres com filhos; alojamento de uma mulher grávida em uma unidade de internação; nascimento de uma criança em uma unidade de internação; visitas a unidades de internação; pré-saída e saída.

Entre algumas das recomendações surge a consideração de medidas não privativas de liberdade nos casos de mulheres grávidas. Também prevê a supervisão das condições relacionadas à alimentação, habitação, cuidados de saúde e revisão das atividades educacionais e trabalhistas dessas mulheres para o desenvolvimento normal da criança. Além disso, solicita-se que as equipes técnicas realizem diversos exemplos de fortalecimento sócio-familiar.

A respeito das visitas, foi estabelecido que não se deve limitar o ingresso das crianças e adolescentes e que deverá buscar a criação de espaços amigáveis.

A iniciativa, por sua vez, compreende uma mesa de continuação para a efetiva execução do documento. O próximo passo deste grupo de trabalho é a capacitação dos referentes e técnicos que fazem parte das diferentes instâncias do processo penal.

No que se refere ao treinamento, os primeiros dias que trataram dos conteúdos do Protocolo já foram realizados, bem como as questões relacionadas aos direitos das crianças e adolescentes, especialmente aqueles com referentes adultos presos.

Nesta primeira instância, participaram 170 funcionários dos dezenove departamentos em que o país está dividido.

“O objetivo deste tipo de instância é sensibilizar e tornar visível a situação de vulnerabilidade enfrentada por essas crianças e adolescentes e como garantir seus direitos, uma vez que certas situações acabam caindo sobre eles por um ato pelo qual não são responsáveis”, comentou Lía Fernández, integrante da equipe coordenadora da Plataforma no Uruguai.

Baixe o protocolo aqui

A plataforma participou na reunião do Conselho Diretor do IIN da OEA

A plataforma NNAPES participou na 92º reunião do Conselho Diretor do Instituto Interamericano das Crianças e dos Adolescentes em Bridgetown (Barbados).

Nesta ocasião, o progresso do trabalho da plataforma a nível regional foi apresentado aos representantes dos Estados, organizações da sociedade e a Marta Santos Pais, representante especial do secretário geral sobre violência contra as crianças, que também participou da reunião.

A apresentação terminou com a leitura do manifesto elaborado pelos jovens que participaram da assembleia da plataforma na República Dominicana, o qual foi entregue (em inglês e espanhol) a cada um dos participantes.

Após a reunião, Víctor Giorgi, diretor executivo do IIN, enfatizou a importância de que cada país identifique um ponto focal com que se comprometa a trabalhar para encontrar estratégias de abordagem sobre essa questão a nível nacional.

Vale lembrar que, em março, a plataforma fez um acordo de cooperação com o IIN. Este acordo esteve representado por Víctor Giorgi, diretor do IIN, e Gonzalo Salles, diretor de Gurises Unidos, acompanhado por Lía Fernández, ambos integrantes da equipe de coordenação da plataforma.

Desta forma, busca-se implementar projetos em conjunto, intercambiar e divulgar espaços institucionais, gerar conhecimento e promover a capacitação na temática do NNAPES, e também desenvolver iniciativas, tanto legislativas como políticas públicas.

Primeiro Seminário Internacional sobre o NNAPES no Brasil

Foto: Projeto Meninos e Meninas da Rua

Durante os dias 30 de novembro e 1 de dezembro aconteceu o primeiro seminário sobre crianças e adolescentes com referentes adultos presos em São Paulo, organizado pela Articulação Popular dos Movimentos de Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes do Brasil. (Baixada)

Neste país, há 720 mil pessoas privadas de liberdade e 59% delas tem filhos ou filhas, pelo que se estima que haja ao redor de 1 milhão de crianças e adolescentes com referentes adultos presos. Neste sentido, o seminário debateu sobre o impacto que esta situação gera na vida das crianças e de suas famílias.

Entre as temáticas do debate, se destaca a urgência de discutir sobre as medidas alternativas à privação da liberdade, bem como a revisão dos sistemas judiciais, penitenciários e de garantia dos direitos.

Das autoridades, entre as quais se encontrava a Secretaria Nacional da Infância, expressou-se o compromisso de incluir a temática nos programas de participação de crianças e adolescentes apoiados pelo governo federal. Do mesmo modo, a frente parlamentar dos direitos das crianças e adolescentes do estado de São Paulo se comprometeu a abordar o tema na Assembleia Legislativa, convocando outros representantes desta câmera.

Nos próximos meses, a Articulação Brasileira de Crianças e Adolescentes com Familiares Presos (CAFES), preparará um documento com recomendações para apresentar às autoridades e serão promovidas versões regionais e estatais deste seminário durante 2018 com o compromisso da Plataforma de acompanhar essas ações.

Para ver um artigo que saiu na televisão paulista sobre o evento clique aqui.

Fonte de referência: http://cedecainter.org.br


“Vocês tem a possibilidade de fazer que outras crianças não sofram o que sofremos nós”

No mês de agosto, realizou-se a terceira Assembléia Geral da plataforma NNAPES, em Santo Domingo (República Dominicana), que contou com a participação de jovens de Nicarágua, Argentina, Chile e República Dominicana.

Durante os primeiros dias, foram apresentadas as ações realizadas por cada uma das organizações integrantes e também foi trabalhado o plano operativo anual de 2018. Todos estes momentos contaram, pela primeira vez, com a participação de adolescentes e jovens da Argentina, Chile, Nicarágua e República Dominicana, que compartilharam suas experiências e desenvolveram um manifesto com propostas para melhorar a situação das crianças e adolescentes com referentes adultos presos.

Foram eles, justamente, os protagonistas do evento de sensibilização e incidência que se realizou no último dia da Assembléia. O mesmo foi organizado de maneira conjunta com o Conselho Nacional da Infância e Adolescência da República Dominicana (CONANI). Após as diferentes apresentações, os jovens compartilharam suas histórias pessoais com todos os presentes (representantes e autoridades dos organismos da infância, sistema penitenciário, sistema judicial, etc.) e deixaram claro como a prisão de uma pessoa querida tem afetado suas vidas. O testemunho de testemunho de Catalina, 17 anos, do Chile, é uma clara ilustração neste sentido.

O impacto das apresentações dos adultos e dos jovens levou Alberto Padilla, representante do CONANI na reunião, a comprometer-se a criar uma mesa NNAPES no âmbito do roteiro contra a violência às crianças.

Argentina: Visibilizando e implementando acciones

Foto: TedX Río de la Plata

Andrea Casamento, Presidenta de ACIFAD, fue una de las oradoras del evento TEDx Rio de la Plata que se llevó a cabo en Buenos Aires en octubre y del que participaron alrededor 20.000 personas. Definitivamente, fue para Andrea una excelente oportunidad para poder explicar y sensibilizar sobre cómo es que la cárcel afecta la vida de las familias en su totalidad. Su charla ya tiene casi 6000 vistas en Youtube.

Más allá de esto, ACIFAD y CWS también han realizado diferentes acciones específicas relacionadas a la temática.

A nivel comunitario, se concluyó con un proyecto piloto en un centro educativo de la Ciudad Oculta (Villa 15 -Buenos Aires), apoyado por la Fundación Navarro Viola y la Plataforma, donde se capacitó a docentes y se realizaron diferentes acciones de sensibilización con actores barriales. Como resultado muchas familias comenzaron a acercarse al Centro para pedir asesoramiento y apoyo en relación al tema y los docentes comenzaron a responder a estas demandas.

A nivel intramuros, luego de que se proyectara el documental Desinvisibilizar en el Centro Universitario del Complejo Penitenciario de la Ciudad de Buenos Aires (Devoto), y en base a un pedido de un grupo de padres privados de libertad, se realizaron una serie de actividades y talleres sobre “paternidad” que concluyeron con un “jugando con papá” donde los/as niños/as pudieron compartir una jornada especial de juegos y actividades con sus padres y familias.

Foto: Julia Luraghi
En relación al empoderamiento de jóvenes, por tercer año consecutivo, el Encuentro Anual de familiares víctimas de violencia institucional organizado por la Comisión Provincial por la Memoria (CPM) en Chapadmalal (Buenos Aires) contó con la participación de un grupo de niños, niñas y adolescentes, que fue coordinado por los compañeros de CWS y ACIFAD.

El encuentro reunió a alrededor de 500 familiares de 18 provincias de Argentina, quienes intercambiaron sus experiencias y propuestas contra la violencia ejercida por las agencias de seguridad, el servicio penitenciario y la justicia.

En paralelo, el grupo de niños/as, adolescentes y jóvenes participó en diferentes actividades recreativas, deportivas y culturales, pero también hubo un tiempo para la reflexión y para compartir los desafíos a los que ellos se enfrentan por tener a un familiar privado de libertad. Una de las cosas que quedó clara, y con la que todos coincidieron, es que no existen espacios seguros y confiables donde ellos puedan hablar de esto y que ese grupo de “Chapa”, es el lugar donde ellos pueden hablar, porque “están tranquilos y están todos y todas en la misma”.

La idea de los colegas en Argentina es poder, durante el 2018, darle continuidad a todas estas iniciativas para seguir aprendiendo y sensibilizando sobre el tema.

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